- Enfim, Marcelo... é isso.
Concluí o discurso de final de namoro tal qual vinha ensaiando há umas duas semanas. Curta, indiferente e cínica - uma perfeita lady do século 21. Tudo fora escolhido. Palavras, reticências, o olhar e aquele jeitinho de deixar claro por entrelinhas que:
1- era tudo culpa dele
2- eu não estava sofrendo por ele
3- era ele quem estava perdendo
Olhei as horas, tentando controlar a ansiedade que tinha por sua réplica.
- Tá bom. Fica com Deus.
COMO ASSIM????????????????????????????????????????????
PÁRA, VOLTA!!!
- Tá bom. Fica com Deus. - foi isso mesmo que ele disse, sem retrucar nada, com aquele jeitinho infalível de bom rapaz.
Mas eu não fiquei com Deus. Eu fui pro Inferno!
Perdi o script. Aquele instante era a ilustração perfeita da (in)diferença entre eu e Marcelo: enquanto a minha indiferença era ensaiada, a dele era autêntica. Lá estava eu me acabando, junto com o namoro, e ele nem 'tchum'.
Concluí o discurso de final de namoro tal qual vinha ensaiando há umas duas semanas. Curta, indiferente e cínica - uma perfeita lady do século 21. Tudo fora escolhido. Palavras, reticências, o olhar e aquele jeitinho de deixar claro por entrelinhas que:
1- era tudo culpa dele
2- eu não estava sofrendo por ele
3- era ele quem estava perdendo
Olhei as horas, tentando controlar a ansiedade que tinha por sua réplica.
- Tá bom. Fica com Deus.
COMO ASSIM????????????????????????????????????????????
PÁRA, VOLTA!!!
- Tá bom. Fica com Deus. - foi isso mesmo que ele disse, sem retrucar nada, com aquele jeitinho infalível de bom rapaz.
Mas eu não fiquei com Deus. Eu fui pro Inferno!
Perdi o script. Aquele instante era a ilustração perfeita da (in)diferença entre eu e Marcelo: enquanto a minha indiferença era ensaiada, a dele era autêntica. Lá estava eu me acabando, junto com o namoro, e ele nem 'tchum'.
Era mesmo o fim. Enquanto a ficha caía, uma dor aguda e inesperada se apossou de mim. Será que, na verdade, eu esperava que ele me impedisse? Já tinha desabado por dentro, mas agora a minha fachada também ia para o espaço. Todos os sintomas do vexame ali: nó na garganta, suor nas mãos, pulsação acelerada, os olhos molhados...
E, para completar, ele se aproximou para me dar um abraço de despedida (OWNED). Percebi que não ia agüentar, que ia cair o chororô nos braços dele e ia ser aquela coisa. Eu já tinha perdido a pose. E se ele tentasse me consolar? Mais fundo que o fundo do poço!
Então, respirei fundo, contive o choro e, pedindo socorro ao meu lado ruim (que adora despertar nessas horas), impedi o desastre.
Afastei-o e olhei para ele.
Ele me olhou de volta com aquela cara linda de moço bem comportado... mas peraí. Ele não era bem isso, não é verdade? Recorri a uma interpretação desapaixonada e o que enxerguei foi um filho da puta, indiferente, movido a sangue de barata. Ah, eu enjoei de comida sem sal! Descobri, naquele momento, que a perfeição me irritava. E essa descoberta me fez perder o medo de perdê-lo. Estava saturada de aparências, precisava destrancar emoções, perder as estribeiras, sair da linha... Precisava, merecia e queria naquele instante, inadiavelmente.
Então, ao melhor estilo "enough is enough", de Samuel L. Jackson em Pulp Fiction, voltei ao script, improvisando.
- Marcelo, só mais uma coisa.
- O quê?
- Vai tomar no cu.
Virei as costas e fui embora. Subiram os créditos na tela: nunca mais chorei por Marcelo. E ainda acho graça da história.
Então, respirei fundo, contive o choro e, pedindo socorro ao meu lado ruim (que adora despertar nessas horas), impedi o desastre.
Afastei-o e olhei para ele.
Ele me olhou de volta com aquela cara linda de moço bem comportado... mas peraí. Ele não era bem isso, não é verdade? Recorri a uma interpretação desapaixonada e o que enxerguei foi um filho da puta, indiferente, movido a sangue de barata. Ah, eu enjoei de comida sem sal! Descobri, naquele momento, que a perfeição me irritava. E essa descoberta me fez perder o medo de perdê-lo. Estava saturada de aparências, precisava destrancar emoções, perder as estribeiras, sair da linha... Precisava, merecia e queria naquele instante, inadiavelmente.
Então, ao melhor estilo "enough is enough", de Samuel L. Jackson em Pulp Fiction, voltei ao script, improvisando.
- Marcelo, só mais uma coisa.
- O quê?
- Vai tomar no cu.
Virei as costas e fui embora. Subiram os créditos na tela: nunca mais chorei por Marcelo. E ainda acho graça da história.

De virada, é sempre mais gostoso.
10 comentários:
E eu sô lá hipertensa, "mim"?!!
humpf.. tsc tsc...
o.o
whyskey tango foxtrot?
=**
so vim ler pq sou curioso mermo :X
err... discordo gatinha... ele saiu com 2x0. Não teve virada. além da indiferença dele (que com certeza continuou) voce ainda saiu como doida (porra, termina comigo e ainda me manda tomar no cu!!).
vamos aos P esses...
PS1- eu tambem sou sincero, e cruel (só as vezes...)
PS2- por favor, não me trate mal (muito) por expressar minha opnião nesse blog "público"
PS3- como faço pra te pôr nos meus favoritos (sei mexer nessa porra direito ainda não...)
e o PS4 (e o melhor!) - quem perde é esse tal de marcelo! porque eu iria as nuvens namorando contigo (porra! esse redimiu essa merda toda que eu escrevi acima né não)
PS5- ( o quarto não era o último) - se quiser me mandar tomar no cu... fique a vontade :)
hehehe, pra mim saiu empatado, pq o "fica com deus" e "abraco de despedida", BICHO, golpe de MESTRE, mas o seu singelo "vai tomar no cu" mostrou pra q vc veio pro mundo ^^
Como se diz na ML, Tiraste ONDA!
Ed, vc sempre vai me contrariar pq adora msm apanhar, não é? kkkk =)
Sobre a configuração do blog, depois me pergunta no msn (newba)
*Sobre a história do post, Marcelo é um personagem fictício. Qualquer semelhança é mera coincidência. ;)
para mim o marcelo ganhou de perfect e o "va toma no cu" soou mais como:"eu voltarei"do esqueleto no filme "mestres do universo"
hehehe
rsrsrs! "eu voltarei" do esqueleto foi foda... :)
kkkkkkkkkkkkkk
heyyyy!!!! Me empresta esse roteiro pra um curta!!!! ahuahuahuahuaa rola SUPER!!
;*
Ele foi elegante, já você tratou tudo isso como um jogo e passou por barraqueira...
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